Colesterol atinge mais de 40% dos brasileiros

Colesterol atinge mais de 40% dos brasileiros
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OMS e sociedades médicas recomendam a ingestão diária inferior a 300 mg para a população em geral e menor que 200 mg para pessoas com histórico de doenças cardíacas

O colesterol ruim, o LDL, considerado o grande vilão, prejudica a circulação e entope veias e artérias
Ele é um dos vilões da saúde do brasileiro. O Dia Nacional de Controle do Colesterol, lembrado hoje, reforça a importância de manter as taxas em nível desejável. Levantamento recente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) revela que o problema acomete cerca de 40% da população do País.
 

 

Suas consequências são devastadoras ao organismo. Ainda que não apresente sintomas agudos, o colesterol participa diretamente da falência de alguns órgãos e favorece o aparecimento de inúmeras doenças, que atingem principalmente o coração e os rins. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares causam 17 milhões de mortes por ano em todo o mundo; no Brasil, a estimativa é de cerca de 300 mil.

 

 

“O colesterol funciona no organismo na formação das células e favorecendo seu funcionamento, na fabricação dos hormônios, mas o grande problema está no desequilíbrio, que traz realmente uma série de problemas que precisam ser alertados e tratados”, explica o cardiologista do Centro do Coração de Londrina, Ricardo Rodrigues. 

 

 

Existem dois tipos de colesterol. O HDL é o colesterol bom. É ele quem ajuda na produção de hormônios e faz a limpeza dos vasos sanguíneos, retirando o colesterol ruim, o LDL, considerado o grande vilão, que prejudica a circulação e entope veias e artérias. “É importante frisar que o HDL baixo também é um fator de risco e pode acarretar a incidência de infarto do miocárdio, então é preciso ficar atento nas duas frentes”, alerta Rodrigues. 

 

 

A OMS e sociedades médicas recomendam a ingestão diária de colesterol inferior a 300 mg (miligramas) para a população em geral e menor que 200 mg para pessoas com histórico de doenças cardíacas. “A hipercolesterolemia (colesterol alto) é uma doença silenciosa, de caráter genético e que ocorre na proporção de 1 para cada 500 nascidos vivos aproximadamente. Por conta disso, só é descoberto em exames laboratoriais de rotina”, diz o médico. Histórico familiar de infarto em parentes ainda jovens é um alerta. Nestes casos é importante dosar o colesterol ainda na primeira infância. 

 

 

Para quem apresenta taxas fora dos índices esperados, as primeiras indicações de tratamento são a dieta saudável e o exercício físico. “A atividade física regular após 14 semanas consegue fazer com que o colesterol bom, o HDL, se eleve no sangue, carregando e transferindo o LDL para ser metabolizado e aproveitado no fígado”, explica o cardiologista. 

 

 

Somente quando não se consegue atingir os níveis desejáveis de forma natural é que se parte para o tratamento com medicação, à base de estatinas, sempre levando em conta o risco individual do paciente. “Este risco pode ser estimado usando equações de estatísticas que permitem predizer a taxa mortalidade e o infarto em dez anos. Quando o risco estiver acima de 7,5%, então, consideramos seriamente uso de estatinas”, aponta. 

 

 

É importante também considerar a ingestão das gorduras saturadas e trans. A participação das gorduras saturadas no total de calorias/dia não deve ultrapassar 10% ao dia. Além do estilo de vida, Rodrigues reforça que fatores hereditários podem ocasionar alterações em pessoas que levam uma vida saudável. Para estas, o ideal é sempre realizar o acompanhamento médico periódico. 

 

Reportagem Local
Folha de Londrina
08/08/2015
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