Menopausa aumenta risco de infartos

Menopausa aumenta risco de infartos
img_348

 

No Brasil, mais de 200 mulheres morrem diariamente por conta de ataque cardíaco

Cerca de 40% das brasileiras apresentam aumento da cintura abdominal, o que é um fator de risco para o infarto
Londrina – Alteração de humor, sudorese excessiva, depressão, ansiedade. Estes são alguns dos sintomas da menopausa, ou melhor, da pré- menopausa e climatério. Mas estes não são os únicos problemas que a mulher pode apresentar quando a fase da última menstruação chegar. É também fator de risco para o coração feminino.
 

 

As mulheres em geral desenvolvem doença cardiovascular 10 anos mais tarde que os homens. É a partir da menopausa que há queda significativa na produção do estrogênio, um reconhecido protetor da saúde feminina. Produzido pelos ovários, ele é um grande aliado do coração, porque estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo. 

 

 

“Acontece que depois da menopausa, a proteção hormonal oferecida pelo estrogênio começa a cessar, aumentando as chances de doenças cardiovasculares”, explica o cardiologista do Centro do Coração de Londrina, Laercio Uemura. 

 

 

Recentemente, alguns estudos apontaram que cerca de 30% dos casos de infarto têm mulheres como vítimas. No Brasil, mais de 200 mulheres vão a óbito diariamente por conta do infarto, número seis vezes maior que o câncer de mama, por exemplo. 

 

 

Cardiologistas de todo o País alertam que é preciso uma campanha mais aguda em torno da saúde do coração feminino, pois alguns fatores tem elevado circunstancialmente o risco de doenças cardiovasculares em mulheres nos últimos anos. Cerca de 40% apresentam aumento da cintura abdominal, mais de 20% fumam, 23% têm seus níveis de pressão arterial acima do indicado e 21% possuem alteração dos níveis de colesterol. 

 

 

“O mundo moderno colocou a mulher num outro patamar dentro da sociedade. Atualmente, ela acumula vários papéis. Além de trabalhar fora, cuida dos filhos e da casa. O ritmo intenso e desregrado acentua hábitos pouco saudáveis, como o sedentarismo e má alimentação. A ausência de exercícios físicos, o tabagismo, a bebida e alimentos altamente gordurosos contribuem no processo de obstrução das artérias coronárias. É o cenário perfeito para um infarto ou um derrame”, alerta o cardiologista. 

 

 

Uemura esclarece ainda que as mulheres possuem artérias menos calibrosas e desenvolvem doenças coronarianas em idades avançadas, o que interfere no tratamento, seja por angioplastia ou cirurgia de revascularização. 

 

 

Outro alerta importante para quem faz uso da combinação pílula anticoncepcional e cigarro: “É uma das maiores causas de trombose em mulheres jovens, em idade fértil, aumenta o risco delas em até cinco vezes”, afirma o médico. 

 

 

A combinação de tabaco e estrogênio semissintético favorece a formação de coágulos nas artérias e veias. Eles interrompem a irrigação do músculo cardíaco, ocasionando o infarto. Além disso, aumenta a probabilidade de doenças vasculares periféricas, como varizes, tromboses e até o acidente vascular cerebral (AVC), conhecido como derrame.

 

Reportagem Local
Folha de Londrina
03/04/2015
Foto: Shutterstock
em frente à clínica

Estacionamento parceiro

desconto especial para pacientes do centro do coração